quinta-feira, 30 de abril de 2009
Conceitos básicos sobre fonética
Oi, amigos. Hoje, falarei sobre alguns conceitos básicos de fonética. Fonética é a parte da gramática que estuda os sons da fala. Vejamos!!
Pergunta para teste de conhecimento
(FASP) Indique a alternativa cuja sequencia de vocábulos apresenta, na mesma ordem, o seguinte: Ditongo, hiato, hiato, ditongo:
a) jamais/Deus/luar/daí
b) jóias/ fluir/ jesuíta/fogaréu
c) ódio/ saguão/ leal/ poeira
d) quais/ fugiu/ caiu/ história
Resposta ao final do estudo de hoje.
Letra: Letra é a representação gráfica dos fonemas.
Fonema: É a menor unidade sonora da fala. Com ela podemos distiguir uma palavra de outra. Repare as palavras: Cama> Lama. Veja que pela troca de fonemas o significado da palavra muda completamente. A mesma letra pode representar fonemas diferentes: Xícara, Xale, seXo, Cera, etc.
Dígrafo: É um grupo de representado por duas letras que formam um único fonema. São eles:
CH: Chácara, chapéu
LH: Palha, malha
NH: Galinha, ganhar
RR: Barro, carro
SS: Passear, Assis
SÇ ( Esta antes de a ou o): Desça
GU, QU,SC, XC (Estas antes de i ou o): Guerra, guitarra, quitanda, piscina, exceção.
Obs: Não são dígrafos quando as duas letras(gu, qu, sc e xc) se pronunciam.
Ex.: Aguentar, aquário, escaldante, excluir, etc.
Dígrafos representando vogais nasais:
In: Lindamente~
On: onda
Un: fundo
An: Canto
En: Vender
Um: jejum
Om: Ombro
Im: Limpar
Em: Temporal
Am: Tampar
Encontros consonantais: São encontros consonânticos de dois ou mais fonemas em uma palavra. Exemplos práticos:
Plata, atrasar, obstruir, obturação, atletismo, etc.
Obs: Podem ocorrer na mesma sílaba ou em sílabas diferentes. Não representam dígrafos.
Classificação dos fonemas
Se classificam em: Vogais, semivogais e consoantes.
Semivogais: representadas pelas vogais /i/ e /u/ átonas que se apóiam em uma vogal, formando uma só sílaba: Pai, cantei, ouriço, etc.
Encontros vocálicos
Existem três encontros vocálicos: Ditongo, tritongo e hiato. Representam o encontro de vogais em uma mesma sílaba ou não.
Ditongos:
a) Crescente: Uma semivogal + uma vogal.
Ex.: Colégio, sério, quando, etc.
b) Decrescente: Uma vogal + uma semivogal.
Ex.: Pai, herói, cantou, etc.
c) Orais: Sem evidência de nasalidade.
Ex.: Pai, Colégio, etc
d) Nasais: Falarão, canhão, etc.
Tritongo: Encontro de uma semigal+ uma vogal + uma semivogal. Podem ser orais ou nasais.
Ex.: Paraguai, Saguão, etc
Hiato: Encontro de duas vogais em sílabas diferentes e pronunciadas em dois impulsos.
Ex.: Saída, saúde, cruel, juízo, voo, etc.
Resposta: b.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
O hífen segundo às novas regras ortográficas.
Segundo à nova regra ortográfica, o emprego do hífen sofre várias modificações. Algumas, e mais importantes, veremos neste estudo. Estou certo que com dedicação e , sobre tudo, com a prática, as regras relacionadas como o hífen não serão um grande problema.
Com prefixos: Caso o prefixo termine em vogal e a palavra a seguir em vogal idêntica ou a letra h , fazemos uso do hífen.
Ex.: Micro-ondas, contra-ataque.
Caso o prefixo termine em vogal e a palavra a seguir em vogal diferente, não fazemos uso do hífen.
Ex.: Extraoficial, intraocular.
Caso o prefixo termine em vogal e a palavra a seguir em s ou r, dobramos a consoante.
Ex.: Antissemita, semisselvagem, autorretrato, etc.
Prefixo SUB: É usado o hífen quando o segundo elemento é iniciado por b, h ou r.
Ex.: Sub-hepático, sub-bibliotecário, sub-raça, etc.
Prefixo Co:É usado o hífen quando o segundo elemento é iniciado por h.
Ex.: Co-herdar. Mas, sem o hífen em outros casos: Cofundador, coedição, coautor, etc.
Prefixo AD: É Usado o hífen quando outro elemento é iniciado por d,h ou r.
Ex.: Ad-digital, etc.
Prefixos terminados em R: Quando o segundo elemento for iniciado por h ou r, fazemos uso do hífen.
Ex.: Super-homem, super-requintado, etc.
Prefixo Circum e Pan: É necessário o uso do hífen quando o segundo elemento é iniciado por vogal, h, m ou n.
Ex.: Circum-oral, circum-murado, pan-americano, etc.
Espécie de plantas e bichos: É necessário o hífen.
Ex.: Joõa-de-Barro, cana-de-açúcar, copo-de-leite, etc.
Hífen com os prefixos: Ex, sem, vice, além, aquém, recém, pós, pré, pró.
Ex.: Ex-aluno, pré-vestibular, recém-casado, pós-graduação, etc.
Com prefixos: Caso o prefixo termine em vogal e a palavra a seguir em vogal idêntica ou a letra h , fazemos uso do hífen.
Ex.: Micro-ondas, contra-ataque.
Caso o prefixo termine em vogal e a palavra a seguir em vogal diferente, não fazemos uso do hífen.
Ex.: Extraoficial, intraocular.
Caso o prefixo termine em vogal e a palavra a seguir em s ou r, dobramos a consoante.
Ex.: Antissemita, semisselvagem, autorretrato, etc.
Prefixo SUB: É usado o hífen quando o segundo elemento é iniciado por b, h ou r.
Ex.: Sub-hepático, sub-bibliotecário, sub-raça, etc.
Prefixo Co:É usado o hífen quando o segundo elemento é iniciado por h.
Ex.: Co-herdar. Mas, sem o hífen em outros casos: Cofundador, coedição, coautor, etc.
Prefixo AD: É Usado o hífen quando outro elemento é iniciado por d,h ou r.
Ex.: Ad-digital, etc.
Prefixos terminados em R: Quando o segundo elemento for iniciado por h ou r, fazemos uso do hífen.
Ex.: Super-homem, super-requintado, etc.
Prefixo Circum e Pan: É necessário o uso do hífen quando o segundo elemento é iniciado por vogal, h, m ou n.
Ex.: Circum-oral, circum-murado, pan-americano, etc.
Espécie de plantas e bichos: É necessário o hífen.
Ex.: Joõa-de-Barro, cana-de-açúcar, copo-de-leite, etc.
Hífen com os prefixos: Ex, sem, vice, além, aquém, recém, pós, pré, pró.
Ex.: Ex-aluno, pré-vestibular, recém-casado, pós-graduação, etc.
sexta-feira, 13 de março de 2009
Colocação pronominal
Oi pessoal. A colocação pronominal vem sendo uma grande "pedra " no sapato de candidatos a concursos. Por isso, a fim de solucionar dúvidas, relacionadas a esses pronomes, escreverei um pouco sobre esse assunto. Primeiro, tente responder a questão a seguir, que foi questão do "STJ". A resposta está logo ao final das explicações.
Assinale a opção em que há erro de colocação pronominal, de acordo como a norma culta.
a) A primeira refere-se aos atuais mecanismos públicos e particulares.
b) São os elementos essenciais da vida, os quais não têm-nos dado a desejada segurança.
c) Consiste em nossa fraqueza de opormo-nos a uma espécie de movimento neofeudal.
d) A sociedade mostra-se perplexa com seu ajuste à eletrônica.
e) O estado não se mostra apto para encontrar soluções.
Próclise
Consiste na colocação do pronome átono antes do verbo e ocorre quando uma palavra o atrai.
Essas palavras podem ser: Pronomes indefinidos, relativos, interrogativos e advérbios que não sejam separados por vírgula.
Ex:. Alguém te quer bem; A mochila que me presenteou é linda; Quem nos disse isso?; Sempre me lembro.
Quando há uma conjunção subordinada.
Ex.: Quando nos falou, já era muito tarde.
Quando há gerundio precedido por EM ou por orações que expressem desejo.
Ex:. Em se falando de futbol, ele prestou atenção;
Que Deus te leve em proteção.
Em orações exclamtivas.
Ex.: Quanto nos custa trabalhar!!!;
Ênclise
Denota-se ênclise quando o pronome vem depois do verbo. Veja os casos:
Quando está no início do período.
Ex.: Ajudou-me a fazer o dever;
Vendo-a entrar, fugiu.
Gerúndio dá início a oração.
Ex.: O ladrão escapou, arrancando-me a carteira.
Quando há imperativo afirmativo.
Ex.: Diga-me a verdade.;
Escuta-me, moleque!!!
Mesóclise
Chamamos de mesóclise quando o pronome vai dentro do verbo. Somente acontecerá quando o verbo estiver no futuro do presente ou no futuro do passado, e, caso, não houver alguma palavra que chame o pronome para ser proclítica.
Ex.: Falar-te-ei a verdade.
Próclise facultativa
Com substantivo
Ex.: João se lembrou. João lembrou-se
Com pronomes pessoais e demostrativos
Ela me deixou. Ela deixou-me
Isso me alegra. Isso alegra-me
Com conjunções coordenativas.
Ex.: Procurou, e me encontrou. Procurou, e encontrou-me.
Com infinitivo impessoal regido da preposição para.
Corri para protegê-lo. Corri para o proteger.
Colocação nas locuções verbais
Auxiliar+infinitivo
Deve contar-te , ou devo-te contar, ou devo te contar.
Auxiliar + preposição+ infinitivo
Deixou de consultá-lo, ou deixou de o consultar.
Verbo auxiliar + gerundio
Estou me rendendo, ou estou rendendo-me, ou estou-me rendendo.
Auxiliar + particípio (nunca depois de particípio)
Havia lhe dito uma mentira.
Resposta da questão: B. "... não nos têm dado a desejada segurança", pois o "não" funciona como advérbio e este chama o pronome.
Assinale a opção em que há erro de colocação pronominal, de acordo como a norma culta.
a) A primeira refere-se aos atuais mecanismos públicos e particulares.
b) São os elementos essenciais da vida, os quais não têm-nos dado a desejada segurança.
c) Consiste em nossa fraqueza de opormo-nos a uma espécie de movimento neofeudal.
d) A sociedade mostra-se perplexa com seu ajuste à eletrônica.
e) O estado não se mostra apto para encontrar soluções.
Próclise
Consiste na colocação do pronome átono antes do verbo e ocorre quando uma palavra o atrai.
Essas palavras podem ser: Pronomes indefinidos, relativos, interrogativos e advérbios que não sejam separados por vírgula.
Ex:. Alguém te quer bem; A mochila que me presenteou é linda; Quem nos disse isso?; Sempre me lembro.
Quando há uma conjunção subordinada.
Ex.: Quando nos falou, já era muito tarde.
Quando há gerundio precedido por EM ou por orações que expressem desejo.
Ex:. Em se falando de futbol, ele prestou atenção;
Que Deus te leve em proteção.
Em orações exclamtivas.
Ex.: Quanto nos custa trabalhar!!!;
Ênclise
Denota-se ênclise quando o pronome vem depois do verbo. Veja os casos:
Quando está no início do período.
Ex.: Ajudou-me a fazer o dever;
Vendo-a entrar, fugiu.
Gerúndio dá início a oração.
Ex.: O ladrão escapou, arrancando-me a carteira.
Quando há imperativo afirmativo.
Ex.: Diga-me a verdade.;
Escuta-me, moleque!!!
Mesóclise
Chamamos de mesóclise quando o pronome vai dentro do verbo. Somente acontecerá quando o verbo estiver no futuro do presente ou no futuro do passado, e, caso, não houver alguma palavra que chame o pronome para ser proclítica.
Ex.: Falar-te-ei a verdade.
Próclise facultativa
Com substantivo
Ex.: João se lembrou. João lembrou-se
Com pronomes pessoais e demostrativos
Ela me deixou. Ela deixou-me
Isso me alegra. Isso alegra-me
Com conjunções coordenativas.
Ex.: Procurou, e me encontrou. Procurou, e encontrou-me.
Com infinitivo impessoal regido da preposição para.
Corri para protegê-lo. Corri para o proteger.
Colocação nas locuções verbais
Auxiliar+infinitivo
Deve contar-te , ou devo-te contar, ou devo te contar.
Auxiliar + preposição+ infinitivo
Deixou de consultá-lo, ou deixou de o consultar.
Verbo auxiliar + gerundio
Estou me rendendo, ou estou rendendo-me, ou estou-me rendendo.
Auxiliar + particípio (nunca depois de particípio)
Havia lhe dito uma mentira.
Resposta da questão: B. "... não nos têm dado a desejada segurança", pois o "não" funciona como advérbio e este chama o pronome.
segunda-feira, 9 de março de 2009
Vícios de linguagem
Oi a todos. Sabem o que é vício de linguagem? Bom, quando ouvimos falar nesse assunto, devemos pensar que é todo o tipo de desvio da norma gramatical. Vejamos alguns principais vícios:
Neologismo
Palavras "novas" que ainda não fazem parte do corpo linguístico oficial do idioma, ou seja, não as encontramos no dicionário.
Ex.: Faz um "prensadão" pra mim. Presadão= cachorro-quente.
Pleonásmo vicioso ou redundância
Quando palavras se repetem desnecessariamente.
Ex.: João, você vai subir pra cima?
Não, não, vou descer pra baixo e depois entrar pra dentro do carro.
Hemorragia de sangue.
Cacofonia
Deve-se a união de sílabas que por sua proximidade causam sons estranhos.
Ex.:A resposta corretá é só se ser for "d".
Ela tinha. (latinha)
O eco, repetição de uma vogal pode ser considerado cacofonia.
Ex.: O caminhão do alemão leva carvão para o Maranhão.
Quando o som pode ser considerado indelicado, leva o nome de cacófato.
Ex.: Ele nunca ganha.
Ambiguidade ou anfibologia
Quando há uma má construção da frase, utilizando-se de duplo sentido.
Ex.: Paulo disse para seu amigo que sua namorada o traiu. ( Traiu o Paulo ou seu amigo?)
Barbarismo
Desvio da grafia na pronúncia ou nas variações de uma palavra. O barbarismo se divide em três partes:
1) Silabada: Erro da colocação do acento tônico.
Ex.: Púdico. O correto é "pudico"
2) Cacografria: Erro de grafia ou má flexão de uma palavra
Ex.: Chícara por xícara.
3) Cacoépia: Quando há erro de pronúncia.
Ex.: O homem é carvo-em vez de "calvo".
Solecismo
Ocorre quando há erro de sintaxe. Que pode ser:
1) Regência.
Ex.: Eles assistiram o jogo. Correto: Eles assistiram "ao" jogo.
Paula aspira uma vaga naquela empresa. Correto: Paula aspira "a" uma vaga naquela empresa.
2) Concordância.
Ex.: Haviam muitas pessoas na praia. Correto: Havia muitas pessoas na praia.
3) De colocação pronominal.
Ex.: Me disseram uma mentira. Correto: Eles me disseram uma mentira.
Compra-te-ei uma casa. Correto: Comprar-te-ei uma casa.
Neologismo
Palavras "novas" que ainda não fazem parte do corpo linguístico oficial do idioma, ou seja, não as encontramos no dicionário.
Ex.: Faz um "prensadão" pra mim. Presadão= cachorro-quente.
Pleonásmo vicioso ou redundância
Quando palavras se repetem desnecessariamente.
Ex.: João, você vai subir pra cima?
Não, não, vou descer pra baixo e depois entrar pra dentro do carro.
Hemorragia de sangue.
Cacofonia
Deve-se a união de sílabas que por sua proximidade causam sons estranhos.
Ex.:A resposta corretá é só se ser for "d".
Ela tinha. (latinha)
O eco, repetição de uma vogal pode ser considerado cacofonia.
Ex.: O caminhão do alemão leva carvão para o Maranhão.
Quando o som pode ser considerado indelicado, leva o nome de cacófato.
Ex.: Ele nunca ganha.
Ambiguidade ou anfibologia
Quando há uma má construção da frase, utilizando-se de duplo sentido.
Ex.: Paulo disse para seu amigo que sua namorada o traiu. ( Traiu o Paulo ou seu amigo?)
Barbarismo
Desvio da grafia na pronúncia ou nas variações de uma palavra. O barbarismo se divide em três partes:
1) Silabada: Erro da colocação do acento tônico.
Ex.: Púdico. O correto é "pudico"
2) Cacografria: Erro de grafia ou má flexão de uma palavra
Ex.: Chícara por xícara.
3) Cacoépia: Quando há erro de pronúncia.
Ex.: O homem é carvo-em vez de "calvo".
Solecismo
Ocorre quando há erro de sintaxe. Que pode ser:
1) Regência.
Ex.: Eles assistiram o jogo. Correto: Eles assistiram "ao" jogo.
Paula aspira uma vaga naquela empresa. Correto: Paula aspira "a" uma vaga naquela empresa.
2) Concordância.
Ex.: Haviam muitas pessoas na praia. Correto: Havia muitas pessoas na praia.
3) De colocação pronominal.
Ex.: Me disseram uma mentira. Correto: Eles me disseram uma mentira.
Compra-te-ei uma casa. Correto: Comprar-te-ei uma casa.
sexta-feira, 6 de março de 2009
As orações subordinadas adjetivas.
Olá. Continuo falando das orações subordinadas, porém, agora, das adjetivas. Existem somente duas: restritivas e explicativas. As subordinadas adjetivas possuem a função de agir como adjunto adnominal, ou seja, de caracterizar a oração principal. Representam valores e funções dos adjetivos.
Ex.: Paulo gosta de animais que obedeçam às suas ordens.
Os empregados, que trabalham arduamente, receberão uma cesta básica neste mês.
Os torcedores que invadiram o campo foram presos.
Restritivas: Restrigem, ou seja, limitam o sentido do termo que antecede o pronome relativo. Sempre vêm precedidas de preposição , quando o verbo pedir uma regência.
Ex.: O homem de quem lhe falei é meu vizinho.
As frutas cítricas que consumimos são boas para o fortalecimento de nossa imunidade.
Estamos em um lugar onde há muitos problemas.
Explicativas: Explicam ou esclarecem alguma coisa sobre o antecedente, indicado-lhe uma qualidade. Possuem função de aposto e são separadas por vírgulas.
Ex.: Os copos ,que estão sujos, precisam ser lavados.
O tigre, que é um animal em extinção, é considerado como um deus para os indianos.
Ex.: Paulo gosta de animais que obedeçam às suas ordens.
Os empregados, que trabalham arduamente, receberão uma cesta básica neste mês.
Os torcedores que invadiram o campo foram presos.
Restritivas: Restrigem, ou seja, limitam o sentido do termo que antecede o pronome relativo. Sempre vêm precedidas de preposição , quando o verbo pedir uma regência.
Ex.: O homem de quem lhe falei é meu vizinho.
As frutas cítricas que consumimos são boas para o fortalecimento de nossa imunidade.
Estamos em um lugar onde há muitos problemas.
Explicativas: Explicam ou esclarecem alguma coisa sobre o antecedente, indicado-lhe uma qualidade. Possuem função de aposto e são separadas por vírgulas.
Ex.: Os copos ,que estão sujos, precisam ser lavados.
O tigre, que é um animal em extinção, é considerado como um deus para os indianos.
quinta-feira, 5 de março de 2009
As orações subordinadas adverbiais.
Oi amigos.
Tocarei em um assunto muito interessante e, ao mesmo tempo, um pouco confuso: as orações subordinadas adverbiais. Primeiro, oração subordinada é aquela oração que precisa de outra oração para dar-lhe sentido, como no exemplo: "Roberto não comprou o carro porque está sem dinheiro". O que vemos no exemplo? Vemos que "Roberto não comprou o carro" é a parte que tem sentido completo, então, por isso, a chamamos de oração principal, agora, a parte "porque está sem dinheiro" precisa de um complemento para que tenha sentido, então a chamamos de oração subordinada, pois depende da oração principal. Quando falamos em orações subordinadas adverbiais, falamos de orações que expressam o valor de um adjunto adverbial, ou seja, que designam uma circunstância. No caso da frase:" Roberto não comprou o carro porque está sem dinheiro" a conjunção tem que valor adverbial? Sim, tem valor de causa, motivo ou razão; então, consequentemente, chamamos a oração de uma "Oração subordinada adverbial de causa". Veremos com mais detalhes todas as nove orações subordinadas adverbiais. Bom estudo!!!
Comparativas: Promovem comparação. Geralmente o verbo está oculto na oração subordinada, pois é mesmo que está explícito na oração principal. Conjunções mais importantes: como, que, quanto.
Ex.: A filha gasta mais dinheiro que a mãe. Ele é bruto como um cavalo.
Condicionais. Expressam valor de condição. Principais conjunções: se, caso, sem que.
Ex.: Vou à casa de minha avó, se deixar-me usar o computador.
Caso vá à praia, leve um calção.
Sem que estude, não passará na prova.
Causais: Indicam causa, motivo, razão. Conjunções mais importantes: porque, como , pois, já que, uma vez que.
Ex: Como não tenho dinheiro, não vou ao clube.
Você pode viajar, já que está de férias.
Gaste o quanto quiser porque não há limite em seu cartão de crédito.
Fale a verdade, pois falar mentira é feio.
Conformativas: Indicam acordo. Principais conjunções: como, conforme, segundo.
Ex.: Segundo me falaram, não haverá trabalho amanhã.
Eu fiz o exercício como me ordenou.
Concessivas: Expressam ideia de contrariedade, adversidade. Principais conjunções: Embora, mesmo que, ainda que, porém.
Ex.: Não vou, ainda que me obriguem.
Eles compraram detergente, embora não fosse preciso.
Consecutivas: Indicam uma consequência. Principais conjunções: tão...que, tal...que, tanto... que, de maneira que, de sorte que.
Ex.: Falou tanto que ficou sem voz.
Estive doente, de modo que não pude trabalhar.
Roberta é tão inteligente que não precisou estudar.
Temporais: Expressam ideia de tempo. Principais conjunções: quando, depois que, antes que, logo que, enquanto, sempre que, assim que, até que, desde que. Também usamos Mal + verbo com sentido de apenas ou logo que ou assim que.
Ex.:Maria foi à Bahia quando a passagem estava barata.
Depois que tome banho, bricará com seus brinquedos.
(logo que) Mal chegamos , fomos à igreja da praça central.
Finais: Expressam finalidade, objetivo. Principais conjuções: para que, a fim de que
Ex.:Limpou a casa para que esta ficasse cheirosa.
A fim de curar-se foi ao médico.
Proporcionais: Indicam proporção. Principais conjunções: à medida que, à proporção que, quanto...mais, quanto...menos, quanto...maior.
Ex.: À medida que estuda, mais conhecimento adquire.
À proporção que retiravam os escombros, os bombeiros resgatavam os feridos.
Quanto mais se tem, mais se quer.
Quanto maior o orgulho, maior a antipatia.
Quanto menos se ganha, menos se tem.
Observação final.
Cuidado com a conjunção "como", pois ela pode ser causal, comparativa ou conformativa.
Tocarei em um assunto muito interessante e, ao mesmo tempo, um pouco confuso: as orações subordinadas adverbiais. Primeiro, oração subordinada é aquela oração que precisa de outra oração para dar-lhe sentido, como no exemplo: "Roberto não comprou o carro porque está sem dinheiro". O que vemos no exemplo? Vemos que "Roberto não comprou o carro" é a parte que tem sentido completo, então, por isso, a chamamos de oração principal, agora, a parte "porque está sem dinheiro" precisa de um complemento para que tenha sentido, então a chamamos de oração subordinada, pois depende da oração principal. Quando falamos em orações subordinadas adverbiais, falamos de orações que expressam o valor de um adjunto adverbial, ou seja, que designam uma circunstância. No caso da frase:" Roberto não comprou o carro porque está sem dinheiro" a conjunção tem que valor adverbial? Sim, tem valor de causa, motivo ou razão; então, consequentemente, chamamos a oração de uma "Oração subordinada adverbial de causa". Veremos com mais detalhes todas as nove orações subordinadas adverbiais. Bom estudo!!!
Comparativas: Promovem comparação. Geralmente o verbo está oculto na oração subordinada, pois é mesmo que está explícito na oração principal. Conjunções mais importantes: como, que, quanto.
Ex.: A filha gasta mais dinheiro que a mãe. Ele é bruto como um cavalo.
Condicionais. Expressam valor de condição. Principais conjunções: se, caso, sem que.
Ex.: Vou à casa de minha avó, se deixar-me usar o computador.
Caso vá à praia, leve um calção.
Sem que estude, não passará na prova.
Causais: Indicam causa, motivo, razão. Conjunções mais importantes: porque, como , pois, já que, uma vez que.
Ex: Como não tenho dinheiro, não vou ao clube.
Você pode viajar, já que está de férias.
Gaste o quanto quiser porque não há limite em seu cartão de crédito.
Fale a verdade, pois falar mentira é feio.
Conformativas: Indicam acordo. Principais conjunções: como, conforme, segundo.
Ex.: Segundo me falaram, não haverá trabalho amanhã.
Eu fiz o exercício como me ordenou.
Concessivas: Expressam ideia de contrariedade, adversidade. Principais conjunções: Embora, mesmo que, ainda que, porém.
Ex.: Não vou, ainda que me obriguem.
Eles compraram detergente, embora não fosse preciso.
Consecutivas: Indicam uma consequência. Principais conjunções: tão...que, tal...que, tanto... que, de maneira que, de sorte que.
Ex.: Falou tanto que ficou sem voz.
Estive doente, de modo que não pude trabalhar.
Roberta é tão inteligente que não precisou estudar.
Temporais: Expressam ideia de tempo. Principais conjunções: quando, depois que, antes que, logo que, enquanto, sempre que, assim que, até que, desde que. Também usamos Mal + verbo com sentido de apenas ou logo que ou assim que.
Ex.:Maria foi à Bahia quando a passagem estava barata.
Depois que tome banho, bricará com seus brinquedos.
(logo que) Mal chegamos , fomos à igreja da praça central.
Finais: Expressam finalidade, objetivo. Principais conjuções: para que, a fim de que
Ex.:Limpou a casa para que esta ficasse cheirosa.
A fim de curar-se foi ao médico.
Proporcionais: Indicam proporção. Principais conjunções: à medida que, à proporção que, quanto...mais, quanto...menos, quanto...maior.
Ex.: À medida que estuda, mais conhecimento adquire.
À proporção que retiravam os escombros, os bombeiros resgatavam os feridos.
Quanto mais se tem, mais se quer.
Quanto maior o orgulho, maior a antipatia.
Quanto menos se ganha, menos se tem.
Observação final.
Cuidado com a conjunção "como", pois ela pode ser causal, comparativa ou conformativa.
terça-feira, 3 de março de 2009
E agora? Se não ou senão.
Quando se deve usar SE NÃO E SENÃO?
Se não: Quando a particula "SE" inicia uma oração condicional. Equivale a caso. Pode, também, ter valor de OU.
Ex.: Não estude, se não quiser passar de ano;
Compre refrigerante, se não suco de uva.
Senão: Quando equivaler a DO CONTRÁRIO, MAS OU PORÉM.
Ex.: Não há comida. Compre uma pizza, senão ningém comerá hoje;
Não quero sair, senão ficar em casa.
Se não: Quando a particula "SE" inicia uma oração condicional. Equivale a caso. Pode, também, ter valor de OU.
Ex.: Não estude, se não quiser passar de ano;
Compre refrigerante, se não suco de uva.
Senão: Quando equivaler a DO CONTRÁRIO, MAS OU PORÉM.
Ex.: Não há comida. Compre uma pizza, senão ningém comerá hoje;
Não quero sair, senão ficar em casa.
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